O Noble Group (SGX: NOBL – ações cotadas na Bolsa de Valores de Singapura) anuncia plano de construção de seu primeiro terminal graneleiro e de açúcar localizado no Brasil. O empreendimento se situa no Porto de Santos, litoral paulista, o maior da América Latina. O novo terminal fortalecerá a estratégia do Noble Group de se consolidar como uma companhia bem estruturada e com moderna cadeia de suprimentos. Isso permite à empresa a aumentar o controle do fluxo de seus produtos desde os campos de produção até os mercados de destino, como China, Europa e Oriente Médio. Na América Latina, o Noble Group possui outros portos sob seu controle que estão situados em Timbues, Argentina, Delta Dock em Lima, além de Paraguai e Uruguai. A multinacional dispõe também de seis armazéns no Mato Grosso e no Paraná, bem como instalações no Uruguai e Argentina.
Com área coberta de dez mil m2 e capacidade estática de armazenagem para 90 mil toneladas de açúcar ou para 73 mil toneladas de grãos (soja ou milho), o terminal contará com uma esteira de carregamento com capacidade para três mil toneladas/hora, o que significa que um navio tipo Panamax poderá ser carregado em menos de 48 horas. O empreendimento ocupará área arrendada obtida por licitação pública pela Itamaraty, sócio local desta operação que possui 25% do terminal. A Noble detém 75% do empreendimento, previsto para entrar em operação em novembro de 2009. O projeto já foi aprovado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e demais órgãos.
José Roberto Serra, diretor-presidente da Codesp, ressalta a importância do investimento. "O empreendimento contribuirá para a adequação da oferta de instalações especializadas no porto de Santos ao aumento que se tem verificado no segmento de granéis sólidos localizado na sua área de influência. Por outro lado, certamente aquecerá, ainda mais, o mercado de trabalho na Baixada Santista", afirma.
"Esse investimento garante mais eficiência que qualquer outro porto local e permite reduzir custos em escala, além de gerar sinergia para os negócios de grãos e açúcar", afirma Richard Elman, CEO do Noble Group. "Serão também beneficiadas, em virtude da proximidade do Porto de Santos, as duas usinas de açúcar que possuímos no Estado de São Paulo – uma delas em fase de construção. Com isso, o nosso açúcar a granel será exportado com mais agilidade. Uma crescente parte de nossa receita é derivada do processo industrial", completa.
Sobre o reconhecimento da excelência da companhia, na América Latina, como produtora a baixo custo, Ricardo Leiman, COO do Noble Grup, afirma que "a principal função é conectar o terminal às plantas de esmagamento de soja em grãos do grupo localizadas na China e dar suporte à distribuição de soja e milho na Europa e Oriente Médio, ligando a produção de açúcar e grãos à cadeia de suprimentos própria".
Outros investimentos da companhia no Brasil incluem uma planta de processamento e armazenamento de café, um terminal líquido em construção no Maranhão e um empreendimento de adubos que irá fortalecer as operações de intercâmbio de grãos e outros produtos locais como açúcar, café e algodão. Envolvem ainda a Mhag - uma mineradora brasileira em que atua como acionista minoritário -, que possui reservas de ferro bruto no Nordeste brasileiro, região dotada de muitas riquezas minerais.
Com informações da GWA Comunicação Integrada
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