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MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS - Empresa brasileira retoma dragagem

Em 18/jun/2009

Empresa brasileira retoma dragagem.

Obra de R$ 4 milhões será paga pelo Teconvi e Porto de Navegantes e deve durar cerca de 20 dias ITAJAÍ - A draga Copacabana, da empresa brasileira Bandeirantes, recomeçou ontem a dragagem no canal de acesso aos portos do Rio Itajaí-Açu para remover os últimos sedimentos trazidos à foz pela enchente de novembro do ano passado. Nos próximos 20 dias, a empresa de dragagem e construção será a responsável pela obra de R$ 4 milhões, paga pelos dois maiores terminais privados do complexo portuário, o Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi), e a Portonave - Terminais Portuários de Navegantes S/A, administradora do Porto de Navegantes.

De acordo com o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Júnior, a remoção de cerca de 300 mil metros cúbicos de areia, próximo à barra do Rio Itajaí-Açu, permitirá que os portos voltem a movimentar, em média, 800 contêineres por navio atracado. Após a enchente, a média, no período mais produtivo, foi de 400 contêineres por atracação.

– Com a conclusão da dragagem, o início das operações do berço 1, programada para esta semana, e a chegada de dois guindastes tipo portêiner para o Teconvi, ainda este mês, o Porto de Itajaí já deverá operar com capacidade igual à anterior à enchente – explicou o superintendente.

Ayres dos Santos ponderou, no entanto, que a crise econômica mundial pode impedir a equiparação da movimentação com o mesmo período do ano passado no complexo portuário – que engloba os portos de Itajaí e Navegantes. Conforme o superintendente, o pagamento da dragagem pelos terminais privados não refletirá nos valores das tarifas portuárias, visto que o benefício da obra deverá compensar rapidamente o investimento.

A contratação do Consórcio Draga Brasil, que iniciou a dragagem do canal portuário com dragas chinesas, foi descartada pela necessidade de uma draga mais potente, que demoraria muito mais do que a da empresa brasileira para chegar a Itajaí.

– A urgência para iniciarmos a obra foi o ponto determinante para a contratação de uma empresa – disse Ayres dos Santos.

O Porto informou que a draga Copacabana, com capacidade de armazenamento de 5 mil metros cúbicos, será operada 24 horas por dia, sete dias por semana. A embarcação veio do Rio de Janeiro.

sicilia.vechi@santa.com.br

SICILIA VECHI

Relembre o caso
- A dragagem do Rio Itajaí-Açu, para a remoção dos entulhos da enchente de novembro, começou em janeiro deste ano e recebeu um investimento de R$ 26,2 milhões do governo federal
- O contrato com o consórcio chinês Draga Brasil, que previa a remoção de até 3 milhões de metros cúbicos de sedimentos, foi encerrado dia 28 de abril junto à Secretaria Especial de Portos (SEP), já que foi firmado por volume dragado
- A dragagem feita pelo Consórcio Draga Brasil não atingiu a profundidade anterior à enchente. O canal externo, no mar, que possuía 12 metros, tem pontos com 10,5 metros
- No dia 4 de junho, após negociar com cinco empresas estrangeiras, o Porto de Itajaí firmou contrato com a companhia brasileira Bandeirantes Dragagem e Construção Ltda.
 

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