O governo federal definiu mais três segmentos de rodovias federais que poderão ser objeto de concessão à iniciativa privada na próxima etapa do processo de privatização do setor. Entraram na lista de possíveis concessões os seguintes trechos: BR-101 no Espírito Santo, BR-101 na Bahia e BR-470 em Santa Catarina. No total, são mais 1.608 km que poderão ser administrados por empresas privadas com cobrança de pedágio.
Os três novos trechos determinados pelo governo compõem a "segunda fase" da terceira etapa do processo de concessão. Na "primeira fase", já há cinco trechos em estudo, que somam 2.066 quilômetros. Entre eles, três na BR-040, ligando Brasília (DF) a Belo Horizonte e Juiz de Fora (MG), a BR-116 em Minas Gerais e a BR-381 de Belo Horizonte a Governador Valadares (MG).
O Ministério dos Transportes autorizou a EBP (Estruturadora Brasileira de Projetos S.A.) a fazer estudos técnicos sobre os trechos. Caso eles se mostrem atrativos ao capital privado e haja decisão política do governo, poderão ser concedidos, por meio de licitação. A EBP é um consórcio de bancos (Bradesco, Citi, Itaú, Santander, Unibanco e BNDES) criado com o objetivo de fazer estudos técnicos e de viabilidade para obras de infra-estrutura que venham a ser licitadas.
No Espírito Santo, poderá ser concedido todo o trecho da BR-101 que corta o Estado, com 458,4 km. Na Bahia, a privatização poderá ser feita no trecho de 790,7 km da BR-101 que vai da divisa com o Espírito Santo até o entroncamento com a BR-324, que faz a ligação com Salvador e com o interior do Estado. Em Santa Catarina, a concessão poderá ser feita no trecho de 358,9 km da BR-470, entre Navegantes e a divisa com o Rio Grande do Sul.
Folha de S. Paulo
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