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Na abertura da reunião da Cúpula da América Latina e Caribe (CALC), o presidente mexicano, Felipe Calderón, evocou o líder revolucionário Simon Bolívar para defender a unidade dos países da América Latina. Convidou os países a "construírem um espaço comum com os países da América Latina e Caribe".
"No México estamos convencidos de que o ideal de Bolívar, de uma América unida, continua e está mais vivo que nunca. Esse foi o sonho de Bolívar, de uma só nação americana, unida em valores de democracia, justiça e igualdade."
Ao propor a criação de uma nova organização de integração da região, Calderón pediu uma entidade que "reafirme a unidade e identidade da região, abrindo novas vias para as aspirações a integração e desenvolvimento". Calderón disse que a nova entidade será ainda mais forte do que o grupo do Rio e a Cúpula da América Latina, porque será uma união de toda a região.
O assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse que na reunião de Cancún, o processo iniciado na Bahia, no ano passado, será aprofundado. Lembrou que o Grupo do Rio, "que estava agonizando", foi revigorado durante a crise entre Equador e Colômbia. Ganhou novo alento, quando houve a reunião no Sauipe, na Bahia.
"A ideia é a de que os dois grupos possam convergir no espaço de um ano, dois anos para que possamos ter efetivamente uma comunidade latino-americana e caribenha".
Na chegada para o encontro na manhã de ontem, todos os chefes de Estado vestiam guayaberas brancas, oferecidas pelo anfitrião, especialmente para a ocasião. Só Hugo Chávez não seguiu o figurino: optou por uma camisa verde exército com uma camiseta vermelha por baixo, modelito típico de revolucionários.
Dos 33 presidentes convidados, pelo menos 25 participam do encontro. Os presidentes foram recebidos pelo colega mexicano Rafael Caldera. Cristina Kirchner e Michele Bachelet usavam, respectivamente, um vestido florido e um tailleur azul. O último a chegar foi o cubano, Raul Castro.
O périplo de cinco dias de Lula começou domingo, no México. Depois, inclui visitas a Cuba, Haiti e El Salvador.
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