O SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) pediu às cimenteiras brasileiras a importação imediata de cimento para a normalização do abastecimento no maior mercado do país. Na semana passada, a parada da unidade Itaú de Minas (MG), controlada pela Votorantim -a maior fornecedora do país-, provocou desabastecimento em São Paulo e uma súbita elevação dos preços. A Votorantim informou, em nota, que a unidade retomou a produção na segunda-feira e que o abastecimento estaria regularizado em até uma semana.
Sem estoque e com alta demanda, o fornecimento ficou irregular nas últimas semanas e mostra-se vulnerável a qualquer problema no parque industrial. Sérgio Watanabe, presidente do SindusCon-SP, diz que a crise no abastecimento já ameaça obras no Estado. "Ninguém faz estoque de cimento. Então o abastecimento deve ser permanente. Pedimos à indústria que, se não houver garantia para o fornecimento normal, que sejam feitas importações emergenciais. A situação é urgente", afirmou. O forte aumento da demanda pegou a indústria despreparada. Segundo José Otávio Carvalho, secretário-executivo do Snic (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), as cimenteiras operam a plena carga e os investimentos já anunciados não conseguirão ampliar a oferta em prazos muito curtos.
Folha de S. Paulo
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