O Brasil é o quarto maior parceiro comercial da Colômbia. Porém, o crescimento do mercado andino oferece mais oportunidades de negócios para as empresas brasileiras. Essa foi a conclusão da pesquisa Brasil Tecnológico (Oportunidades para Produtos e Serviços Brasileiros no Mercado Colombiano), realizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). De acordo com o estudo, apresentado no final do mês passado em São Paulo, os setores de eletroeletrônicos, tecnologia da informação, plásticos e equipamentos médico-odontológicos são as principais demandas colombianas. Mais de 60 representantes de entidades e empresas desses segmentos participaram do evento.
Brasil Tecnológico
Durante o encontro, que também visou à preparação das empresas para participar da feira Brasil Tecnológico, que será realizada em setembro na Colômbia, o gestor de projetos de imagem e acesso a mercados da Apex, Maurício Manfré, destacou a qualidade e a aceitação dos produtos brasileiros naquele país. Essas são as principais vantagens brasileiras em relação aos chineses, os maiores fornecedores colombianos.
O cônsul comercial da Colômbia no Brasil e diretor da Proexport, Carlos Rodríguez, que também participou do seminário, ressaltou que a Colômbia quer ser plataforma de apoio comercial do Brasil. "Oferecemos aos brasileiros o acesso aos mercados com os quais temos acordos de livre comércio." Para isso, o plano de abertura econômica da Colômbia a mercados externos estima firmar 12 tratados internacionais até 2010, atraindo investimentos estrangeiros. Os países da comunidade andina, do Triângulo Norte, o Canadá e a Europa são os principais destinos comerciais.
Segundo Rodríguez, o país possui três zonas francas. E entre os benefícios oferecidos pelo governo local estão isenções nos impostos de importação para matérias-primas e bens de capital, a redução do imposto de renda de 33% para 15% e a estabilidade jurídica.
Superávit
Nos últimos quatro anos, o Brasil dobrou o fluxo de exportações para aquele país. Em 2007, o País atingiu US$ 2,338 milhões em transações comerciais com a Colômbia e ficou superavitário em US$ 1,911 bilhões. Isso representa 7,2% de participação no mercado vizinho. "Entendemos que os brasileiros ainda não descobriram o tamanho e as necessidades do nosso mercado", avaliou o cônsul.
De acordo com Rodríguez, o avanço econômico da Colômbia abriu demandas nos segmentos tecnológicos, de infra-estrutura, energia, segurança e educação.
Fonte: Diário do Comérciio-SP
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