Entre os doze meses até julho, a corrente de comércio entre Brasil e China atingiu US$ 31,9 bilhões na soma entre exportações e importações, o que torna o asiático o segundo maior parceiro comercial do país, atrás apenas dos Estados Unidos.
A Argentina, antigo segundo maior parceiro do Brasil, acumulou trocas de US$ 29,3 bilhões, segundo dados do Secex (Secretaria de Comércio Exterior).
Esta nova ordem, no entanto, não está agradando empresários e industriais. Em primeiro lugar porque, ao contrário do que ocorre com os argentinos, o Brasil amarga um déficit de US$ 2,6 bilhões nas trocas com a China nos últimos 12 meses.
Já o comércio com a Argentina foi superavitário em US$ 5 bilhões nos 12 meses acumulados até julho de 2008, resultado melhor até do que com os Estados Unidos. A corrente comercial com a maior economia mundial está em US$ 49,2 bilhões, com um superávit de US$ 4,6 bilhões.
Além disso, a pauta de exportação do Brasil para o país asiático está baseada em commodities, enquanto as importações são de bens de consumo. "Parece que o Brasil se conformou com essa situação de ser uma economia complementar à China", declarou o consultor Júlio Sérgio, do Iedi (Instituto de Estudos do Desenvolvimento Industrial).
Já o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, acredita que esta é uma visão simplista, já que a maior parte das importações brasileiras da China é de bens de capital e intermediários, o que renova o nosso parque industrial.
Fonte: Guia Marítimo
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