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Cabotagem vira tema de discussão em Itajaí

Em 20/nov/2008

Cabotagem vira tema de discussão em Itajaí

O primeiro dia do Itajaí Trade Summit foi palco de um debate sobre a cabotagem no Brasil. Para falar sobre o tema intitulado “Cabotagem brasileira – limites e possibilidades”, que foi apresentado no segundo painel do dia, se apresentaram o Almirante Murilo Barbosa, diretor da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), e Wilson Roque, gerente das filiais da Hamburg Süd Aliança no Paraná e em Santa Catarina.

O primeiro a se apresentar foi o Almirante Murilo Barbosa. O diretor da Antaq destacou o papel da agência para o desenvolvimento do transporte aquaviário no Brasil e levantou questões importantes, como a importância de se ter uma marinha mercante forte e estabelecida. Barbosa defendeu a cabotagem como meio de desenvolvimento do setor e apresentou dados para reforçar seu ponto de vista.

Em frente ao publico, Barbosa apontou o tamanho da costa brasileira e o número de portos como sendo fatores importantes para o investimento na cabotagem. “Mesmo com o gargalo marítimo ainda seria uma vantagem investir nisso”, afirmou o Almirante. Para fundamentar ainda mais sua posição a favor de investimentos, Barbosa apresentou o que para ele são os principais problemas da cabotagem brasileira: excesso de burocracia e tributação, carência de linhas regulares e ineficiência dos portos.

Assim como apontou os problemas, o diretor da Antaq apresentou possíveis soluções para um maior desenvolvimento da cabotagem no Brasil: um menor custo, maior regularidade nas rotas e maior confiabilidade nos prazos. Outros problemas citados foram a idade da frota aquaviária brasileira, que é de 18 anos em média, e o preço do combustível, que para fins de cabotagem chega a custar 30% a mais que para o transporte rodoviário e 37% mais cara que para o transporte de longo curto.

Wilson Roque, segundo palestrante do painel, enfatizou grande parte do que o Almirante Murilo Barbosa havia apresentado, porém apresentou um olhar mais prático sobre o assunto. Roque, que é a favor de investimento privado na cabotagem, destacou a importância da criação de uma “BR Marítima”, um sistema de conexão entre os portos brasileiros que seja eficaz e de baixo custo.

Segundo Roque, as condições necessárias para o desenvolvimento da cabotagem no Brasil são: navios ofertando escalas regulares, terminais portuárias mais eficientes e mais terminais interiores próximos aos grandes centros de consumo e produção. Além disso, o palestrante pediu por mais simplicidade documental e controles equivalentes aos dos modais concorrentes.
 

Fonte: Net Marinha

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