O Ministério da Agricultura decidiu reforçar a vigilância sobre a entrada, no Brasil, do gado leiteiro e de corte proveniente do Uruguai. A medida adotada nos postos de fronteira no Rio Grande do Sul deve-se aos rumores, já oficialmente desmentidos pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca uruguaio, de que teria sido registrado um caso de febre aftosa no departamento de Artigas, na fronteira com a cidade gaúcha de Quarai.
Segundo o diretor técnico da superintendência do Ministério da Agricultura no Estado, José Euclides Severo, a decisão foi tomada apenas por precaução. O governo uruguaio emitiu nota na segunda-feira afirmando que o animal sacrificado em Artigas sofria de brucelose e que os boatos de que se tratava de febre aftosa nasceram de uma "interpretação" equivocada de declarações do proprietário da fazenda. As autoridades uruguaias permitiram ainda a visita de veterinários brasileiros à propriedade atingida, informou Severo. De acordo com o diretor técnico, a fazenda, também dedicada ao plantio comercial de florestas e à cultura de arroz, tem 4 mil animais e todos foram analisados pelo ministério do país vizinho.
Mesmo assim, a orientação enviada aos postos de fronteira no Brasil é para que os veterinários examinem com mais atenção os animais importados para abate para a produção leiteira. Conforme Severo, o sistema normal para os bovinos de corte é de transporte direto da propriedade para o frigorífico, apenas com conferência de documentos na entrada, enquanto o gado leiteiro é submetido a quarentenas dos dois lados da fronteira.
Valor Econômico - SP
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